Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 09/05/2022

A música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, faz denúncia acerca de diversos problemas sociais percebidos no trecho: “Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Assim, na realidade brasileira, isso pode ser observado em relação ao efeito bolha sendo agravado pelas redes sociais, à medida que o descaso governamental e o individualismo perpetuam esse problema.

Efetivamente, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos são iguais perante à lei, tendo direito à liberdade e à segurança, ou seja, todos deveriam ter acesso a esses direitos. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista o fato de que o descaso governamental contribui para a falta de debates sobre o efeito que as redes sociais na rotina da população brasileira. Desse modo, muitos indivíduos sofrem com o vício tecnológico que provoca o afastamento das pessoas em conversas e encontros presenciais, uma vez que passam a ficar cada vez mais focados no virtual.

Além disso, o individualismo contribui para a manutenção desse efeito bolha. Isso porque, segundo o conceito de “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, as pessoas possuem relações sociais fragmentadas, não se importando com o que acontece ao seu redor, ou seja, passam a não se importarem com as relações sociais fora do mundo virtual. Nesse sentido, esses indivíduos se sentem entediados e desmotivados a interagir com outras pessoas, se isolando cada vez mais em suas próprias bolhas.

Desse modo, para evitar que as redes sociais isole os indivíduos fora do online, fica a cargo do Governo, em parceria com especialistas em tecnologia e redes sociais, criarem campanhas informativas em plataformas de streaming - como Youtube e Netflix. Isso deve ocorrer por meio de curta-metragens e de vídeos lúdicos sobre o efeito bolha que está sendo causado pelo uso excessivo e incorreto de redes sociais. Essa ação tem a finalidade de remediar não somente o descaso governamental, mas também o individualismo.