Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 16/05/2022

Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele. Similarmente ao efeito bolha, causado pelas redes sociais, pois por mais escandalosa que seja a ocorrência dessa problemática, a sociedade contemporânea brasileira se habituou a essa realidade. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de conhecimento, bem como a falta de debate.

Em primeira análise, a falta de debate mostra-se como um desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem a informação séria sobre as consequências causadas pelo isolamento que uma bolha social pode propocionar, que agrava a intolerância e egoísmo na sociedade, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate sobre o aumento do efeito bolha nos dias atuais, que tem sido silenciado. Assim, sem dialógo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Para que isso ocorra, o MEC deve desenvolver palestras na escola para conscientizar os jovens sobre os problemas que o efeito bolha nas redes sociais causam para a sociedade contemporânea, em parceria com a mídia, conscientizando a população através de pequenos anúncios e posts nas redes sociais, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Em suma, é preciso que aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Beauvoir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.