Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 22/05/2022
O movimento estadunidense que tem como tradução o nome “Vidas Negras Importam” foi fundado em 2013, entretanto ganhou força nos últimos anos chamando atenção de vários grupos sociais para as causas do movimento negro. Porém, o apoio recebido por tal organização nas redes sociais foi uma exceção no mundo digital onde os indivíduos só estão interessados em assuntos que fazem parte da sua zona de conforto, criando com isso um grande efeito bolha. Logo, esse problema aponta: falta de senso crítico e perda do convívio com a diversidade.
Em primeira análise, é importante destacar, como uma das consequências do agravamento do efeito bolha pelas redes sociais, a falta de senso crítico. Nessa óptica, de acordo com o filósofo alemão Nietzsche em seu conceito de “Moral de Rebanho” os indivíduos tendem a reproduzir o comportamento e ações do grupo em que estão inseridos. Posto isso, é evidente que ao criar uma zona de conforto no mundo digital em que todas as pessoas com as quais se tem interação pensam semelhante, a população perde sua criticidade só reproduzindo o que dito no seu convívio. Assim, o efeito bolha permeia a construção de uma sociedade acrítica.
Ademais, outro fator desencadeado pelo efeito bolha, o problema agravado pelas redes sociais, é a perda de contato com a diversidade. Nesse sentido, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos em 2021 foram registrados no Brasil 1016 casos de injúria racial. Com tal fato, é notório que indivíduos preconceituosos ganharam certa força no mundo digital, pois ao conviverem somente com pensamentos semelhantes aos seus esses continuam a propagar e reafirmar seus hábitos discriminatorios. Portanto, tal problemática ao restringir a rede de contato dos indivíduos limita também a quebra de preconceitos.
Dessa maneira, para diminuir com o efeito bolha, o problema agravado pelas redes sociais, é preciso a ação do Ministério da Educação juntamento com o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Esses devem promover nas escolas de todo Brasil debates e palestras, ligados as disciplinas de filosofia e sociologia, abordando as redes sociais e as consequências maléficas do convívio com grupos limitados nas redes sociais. Com tal medida, será ensinada aos jovens a importância do contato com o diverso e necessidade do senso crítico na era digital.