Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 28/05/2022

Facebook. Instagram. Twitter. Youtube. Essas são apenas algumas das várias plataformas existentes e utilizadas pela sociedade atual. Todas têm em comum o objetivo de entreter e conectar as pessoas, porém, ao invés de unir os usuários, têm se distanciado cada vez mais. Isso ocorre porque os algoritmos mostram apenas aquilo que o cidadão demonstra interesse. Nesse viés, é pertinente destacar que o problema de mostrar apenas o que é relevante, gera comportamentos negativos para com a diversidade.

Em primeira análise, é importante destacar que a ignorância gera preconceitos. No século XIX, período nazista da Alemanha, desenvolveu-se o conceito de raça ariana, em que, uma raça era “superior” a outra e com este pensamento a raça “inferior” poderia ser dominada, o que resultou em milhares de mortes. Em analogia com o passado, ainda hoje as pessoas ainda se prendem em pensamentos como este. Nesse cenário, percebe-se que as redes sociais têm contribuído com o crescimento de preconceitos.

Ademais, é necessário compreender que todos têm o direito de opinar. Como já dizia o filósofo polonês Zygmunt Bauman - O verdadeiro diálogo não é falar com pessoas que acreditam nas mesmas coisas que nós acreditamos. De fato, nenhum cidadão pensa igual ao outro. Por isso, torna-se importante ver além do habitual, para conhecer novas opiniões e pontos de vista, principalmente nas redes sociais.

Portanto, percebe que é necessário resolver esta problemática. Desse modo, cabe aos responsáveis das demais plataformas reprogramarem seus aplicativos para que ao invés dos usuários receberem conteúdos que condizem aos seus interesses, visualizar também outras perspectivas. Além de que o Ministério da Cultura deve criar publicações e cartazes enfatizando a importância de conviver com as divergências e torná-las acessíveis à sociedade. Posto isso, será superado preconceitos, dando oportunidade de fala para todos.