Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 02/06/2022
O advento da internet revolucionou as relações sociais criando meios para a interação de indivíduos de diversas partes do mundo. Porém, nem só de vantagens é feita a rede mundial de computadores. O efeito bolha, o qual restringe o acesso à uma multiplicidade de assuntos, está diretamente relacionado com a má regulamentação de grandes corporações de tecnologia no país, assim como com a alienação dos usuários. Assim dizendo, o controle de conteúdos no meio virtual é uma consequência de más gestões no que tange a liberdade de empresas e o sistema educacional brasileiro.
No que diz respeito à disseminação de informações nas redes, é importante considerar a autonomia de grandes empresas. Assim como no filme “O enigma de Kasper Hauser", o cidadão refém das táticas corporativistas não se comporta como um ser social, visto que se isola de diferentes percepções de mundo. Sendo assim, a limitação de companhias no ramo da tecnologia é essencial para que algoritmos sejam mais seguros e abrasivos a fim de que a solidão não seja parte do dia a dia humano.
Por conseguinte, é interessante considerar os aspectos educacionais da temática. Tal como em “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, o cidadão sem recursos ou incentivos para aprimorar seu estilo de vida muitas vezes cede à monotonia e permanece sem ambições futuras. Deste modo, a educação e o acesso à informação de qualidade são essenciais para que haja a manutenção do senso crítico de indivíduos.
Portanto, a má regulação de grandes empresas e a fragilidade do sistema educacional brasileiro contribuem para o efeito bolha. Visto isso, a abordagem de tal problemática exige uma maior interferência do Estado na segurança de seus indivíduos, ou seja, além de regulamentar corporações criando projetos de leis que limitem seu alcance, também é importante que haja uma maior disseminação de informações a respeito do assunto por intermédio das próprias redes sociais do governo federal, bem como por meio de palestras em escolas e empresas, além de incentivar os estudos de matérias que estimulem o pensamento crítico, tais como a sociologia. Assim, o futuro da internet poderá ser mais seguro e acolhedor.