Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 24/06/2022
É de natureza inerrente ao homem se imergir e conviver em ambientes sociais em que se identifique e tenha proveitos, mas a inserção do indivíduo num ambien-te como esse pode afetar sua visão de mundo e causar mesmo alienação. Com o advento da internet e ascensão das redes sociais como grande meio de comunica-ção, esse fenômeno se ampliou. A autonomia do usuário de determinar o que quer e não quer ver e os algoritmos de redes sociais e outros meios eletrônicos são os principais agravadores e perpetradores do chamado efeito bolha.
A limitação de informação causada pelo efeito bolha mantém o indivíduo num estado de alienação com percepções errôneas e especulativas sobre a realidade. Este aspecto afeta principalmente as pessoas com menos interações sociais, que por geralmente passarem mais tempo na internet, são o principal grupo que se fecha em grupos de internet, coloquialmente bolhas. Esse fenômeno pode ser, equivocadamente, compreendido como autoinduzido, mas ele não seria possível sem o artefato dos algoritmos de internet que mantêm os usuários instigados e satisfeitos com o uso da rede.
A alienação de informações em uma rede de amplo acesso aos mais variados conteúdos, entretenimentos e conhecimentos, os efeitos mais problemáticos podem vir de diferentes formas. Propagação de informações falsas, mobilização de pessoas para movimentos ou causas, consumo de conteúdo e radicalização de indivíduos para extremismos políticos, essas são formas de manipular mentes por circulação de informações inverídicas e enviesadas.
Portanto, o efeito bolha causado pelos algoritmos de internet abre brecha para circulação de informações falsas em meios juvenis, que podem formar nichos de radicalização. Para superar este impasse, deveria ser garantida o acesso dos formatos de algoritmos das redes às instituições competentes, para assim evitar ou mais facilmente remediar a propagação de informações fraudulentas e radicaliza-ção nos meios digitais.