Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 15/06/2022
A partir do surgimento da internet, com a explosão da Revolução Técnico-Científica no século XX, as informações passaram a ser transmitidas a todo instante ao redor do mundo. Porém, a movimentação dos usuários contribuiu para que o algoritmo dos sistemas eletrônicos pudessem direcionar o tipo de conteúdo para cada pessoa, restringindo seu acesso a assuntos apenas de seu interesse, provocando o “Efeito bolha“. Logo, é necessário que se analise as consequências do agravamento desse efeito pelas redes sociais, bem como a promoção da percepção de uma falsa realidade, além do culto a falta de pensamento crítico.
Em um primeiro aspecto, é importante destacar que o uso das mídias sociais pelos indivíduos sofre grande influência da situação teorizada pelo estudioso Guy Debord: Sociedade do Espetáculo. Essa teoria mostra que as pessoas na contemporaneidade promovem uma ilusão da realidade, com o objetivo de parecerem perfeitos e ditar um comportamento a ser seguido. Em vista disso, os cidadãos ficam presos nessa bolha e entram na constante busca pela perfeição. Prova da situação de influência é que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil lidera o ranking mundial de cirurgias estéticas em jovens.
Sob outra ótica, os usuários, por apenas terem acesso a posicionamentos semelhantes aos seus, têm seu pensamento crítico prejudicado. O resultado dessa problemática se mostra na compra de objetos desnecessários, apenas por terem visto propagandas sobre, ou até na tomada de decisões importantes, como o voto.
Nessa perspectiva, os estudiosos da Escola de Frankfurt mostram como a Indústria Cultural é moldada pela intenção do consumo, manipulando as pessoas -que se encontram sem consciência crítica- por meio da internet a realizarem ações.
Portanto, a mudança dessa realidade deve acontecer imediatamente. Para isso, o Ministério da Educação deve promover o entendimento sobre os malefícios que o uso da internet deve promover. Isso deve acontecer por meio de aulas e palestras nos centros educacionais, que estimulem os estudantes a pensarem criticamente sobre o que lhes é mostrado, para que eles, mesmo vítimas do “Efeito Bolha“, possam distinguir o que devem reproduzir ou não. Dessa forma, os cidadãos naão serão mais manipulados pelos sistemas eletrônicos.