Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 18/06/2022

Segundo Albert Einstein, importante físico, tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade. Posto isso, hodiernamente, as redes sociais se estabeleceram como um eficiente método de controle de pensamentos e comportamentos de seus usuários, uma vez que a inteligência artificial aumenta a ilusão de liberdade de escolha e cria uma bolha social, o que pode impactar negativamente no cotidiano do ser humano. Diante disso, faz-se imperiosa a análise de fatores que favorecem esse quadro.

Nesse ínterim, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Desse modo, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do meio em que vivem. No entanto, observa-se uma lacuna no que se refere ao direito à informação, visto que, no mundo virtual, há algoritmos responsáveis por selecionar e transmitir informações associadas ao interesse de cada utilizador, assim como tal mecanismo conecta, automaticamente, pessoas com ideias e opiniões parecidas. Por consequência, provoca-se o efeito bolha e restringe-se a garantia dos indivíduos ao acesso à diversidade de conteúdos.

Ademais, é evidente que tais plataformas sociais se desenvolveram como o maior meio de disseminação de notícias. De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o número de pesquisadores no Brasil é de 1,33 a cada 1000 habitantes porém, hoje em dia, as pessoas confiam mais em fatos compartilhados no Facebook do que em sites profissionais de informações, o que as deixam mais suscetíveis às chamadas ‘‘fake news’’. Sendo assim, medidas devem ser tomadas para reverter essa situação.

Logo, o combate à superação da humanidade pela tecnologia, a fim de conter o avanço do efeito bolha, deve tornar-se efetivo. Faz-se necessário, portanto, que o Governo em consonância com o Ministério da Educação façam  a inserção de debates e palestras, no meio escolar, que abordem a convivência com pessoas de diferentes posicionamentos e opiniões,com o intuito de valorizar as diferenças existentes na sociedade e desacelerar o progresso do efeito bolha.