Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 26/06/2022
É fato que, desde o surgimento da sociedade brasileira, existem grupos sociais, que em sua maioria são organizações compostas por pessoas com características em comum e que habitam na mesma bolha. Portanto, é notório que mesmo antes das redes sociais, o efeito bolha já existia, uma vez que realidades distintas não tinham conhecimento uma da outra. Contudo, as redes sociais contribuíram para que esse problema se agravasse, tornando necessário analisar as problemáticas pertinentes ao tema, como o fanatismo e a segregação de grupos.
Em primeiro lugar, o algoritmo dessas redes funciona com base nas ações do usuário, dessa forma, quando o indivíduo interage mais com um determinado tipo de conteúdo, este se torna mais presente na sua mídia social. Nessa perspectiva, como é mostrado no documentário “O dilema das redes”, as redes sociais geram diversas bolhas diferentes, incluindo bolhas políticas, como em 2018, quando Jair Bolsonaro foi ovacionado como “mito” pela sua bolha e eleito presidente. Então, é essencial que os usuários tenham ciência de como essas redes funcionam, para que não surja um fanatismo em massa.
Ademais, o efeito bolha tem grande potencial para contribuir para a segregação de grupos, uma vez que existem constantes conflitos entre diversas bolhas na Internet. De similar modo a esta rixa, a série “Outer Banks” retrata como a segregação pode ser prejudicial com a relação entre “pogues” -pessoas que vivem na periferia- e “kooks” -pessoas que vivem em áreas de elite-, que constantemente brigam para defender suas bolhas. Logo, é de suma importância que os algoritmos mostrem diferentes tipos de conteúdos para os usuários e filtrem discursos de ódio, garantindo assim um ambiente saudável e seguro.
Destarte, cabe às redes sociais -principal causador deste efeito- manterem seus usuários conectados a vários conteúdos, visando diminuir este problema. Além disso, cabe ao governo realizar palestras de explicação sobre os algoritmos das mídias sociais, com o objetivo de manter a população informada e “estourar” as bolhas.