Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/06/2022

As duas últimas décadas do século XXI, no Brasil e no mundo moderno, foram marcadas por consideráveis mudanças nos relacionamentos humanos, dentre as quais destacam-se o surgimento das “bolhas sociais”: secções da população que vivem apartados do mundo ao seu redor. Nesse sentido, tal panorama promoveu a apatia entre os indivíduos. Desse modo, torna-se preemente analisar os fatores etiológicos e os impactos dessa problemática: a segregação ocasionada pelas redes sociais e a frivolidade das relações atuais.

É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1945 quanto aos direitos que asseguram - bem-estar e a qualidade de vida da população, tais como o acesso a internet, devido a sua vasta funcionalidade no meio social. Contudo, o estabelecimento deste direito não ocorreu isento de consequências: o desenvolvimento de algoritmos que captam e utilizam as informações nas redes sociais, a fim de promover e controlar ideais e comportamentos entre os indivíduos, impulsionando a dispersão do chamado “efeito bolha” pela sociedade.

Faz-se mister, ainda, salientar os efeitos provenientes do fenômeno em questão. Segundo o sociólogo Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, composto por segmentos diversos que interagem entre si e garantem o funcionamento adequado do organismo. De maneira análoga, o bom desempenho da sociedade se dá pela interação das diferentes partes da população. Entretanto, com o advento das bolhas sociais, tal processo é prejudicado e estimula a frivolidade das relações humanas.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a plena instauração do direito ai acesso a internet. Dessa maneira, medidas são necessárias para contornar a situação. Urge que o Ministério da Educação, com profissionais e verbas governamentais adequadas, deve instruir e conscientizar os jovens e estudantes quanto as consequências do uso das redes sociais e os meios capazes de protegê-los diante a tentativa de cotrole comportamental estimulada pelas redes sociais. Desse modo, a sociedade poderá lutar contra o temido efeito bolha.