Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 16/07/2022

No Brasil contemporâneo, os meios de comunicação digitais são imprescindíveis para o diálogo, porém podem provocar a polarização. Esse fato tem conexão com a insuficiência de legislação existente e com o pouco empenho da iniciativa privada. Logo, há a necessidade de ações governamentais e empresariais, visando ao enfrentamento da polarização nas redes sociais.

Efetivamente, são insuficientes as leis que buscam combater a existência de grupos extremistas nos meios de comunicação digitais. Em virtude disso, há a possiblidade de propagação de discursos de ódio. Acerca dessa discussão, segundo Aristóteles, “o homem é um animal político”. Seguindo essa linha de pensamento, o homem seria um animal sociável, aberto a novos diálogos, contudo não é perceptível esse traço característico humano, uma vez que é notória a preferência por grupos geradores de ecos por muitas pessoas nas redes sociais. Assim, é importante haver mais dedicação governamental para combater as bolhas cibernéticas.

Ademais, é escasso o empenho de empresas e de grandes instituições no enfrentamento de coletividades extremistas. Em razão disso, novos grupos polarizadores persistem sendo criados. Nessa perspectiva, o filósofo Leandro Karnal discute sobre o conforto dado a contingentes populacionais extremistas no seu livro " O Dilema do Porco-espinho". Essa lógica tem relação direta com a continuidade do surgimento de comunidades virtuais polarizadas, uma vez que a internet é uma ferramenta de fácil acesso e que ganha cada vez mais adeptos. Dessa forma, é urgente um maior empenho da iniciativa privada, visando à diminuição no número de bolhas sociais.

Portanto, para combater as bolhas e, assim, a propagação de discursos de ódio, cabe ao poder público uma atuação mais ostensiva por meio da criação de leis mais direcionadas ao enfrentamento de problemáticas cibernéticas, as quais crecem cada vez mais. Outrossim, é importante que a iniciativa privada tenha mais empenho na prevenção de grupos extremistas mediante uma maior fiscalização. Assim, será possível haver um ambiente cibernético mais amigável.