Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 23/07/2022

Muito se discute sobre o efeito bolha, principalmente, ocasionado pelas redes sociais atuais que, infelizmente, apresentam dificuldades que precisam ser revistas. Diante disso, cabe analisar a insuficiência de leis e a má influência midiática nesse quesito.

Em primeira análise, vale destacar que a falta de leis que regulamentem as redes sociais é um dos fatores para a permanência do problema. Nesse sentido, esses meios de comunicação apresentam um algoritmo que permitem que os usuários fiquem na bolha intelectual do seus gostos, o que não é ilegal, já que não apresentam leis que os impeçam. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma quebra do “contrato social” uma vez que o Estado não desempenha corretamente o seu papel de garantir direitos indispensáveis, como a informação, o que, lamentavelmente, é evidente no país.

Convém ressaltar, ainda, que a má influência da mídia é outra causa para persistência do estorvo. Sob essa ótica, conforme o filósofo Pierre de Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve se converter em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Logo, sem medidas cabíveis que amenizem esse processo, a tendência é permanecer, por isso, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que possam mitigar o efeito bolha agravado pelas redes sociais. Para isso, é de suma importância que o Estado planeje leis que regulamentem esses meios de comunicação, por meio da elaboração de debates na Câmera dos Deputados e no Senado Federal, a fim de que o direito a informação seja garantido. Assim, será consolidado um avanço da nação, pois, como afirma o filósofo Maquiavel, “uma mudança sempre deixa caminho aberto para outras”.