Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 27/07/2022
No documentário “O dilema das redes”, do Netflix, é retratada a história de uma família fissurada pela tecnologia, mesmo em casa os filhos conversavam por mensagem com seus pais, acabavam se isolando. Assim como na obra, observa-se o efeito bolha atualmente, o que tem causado diversos problemas, os quais são agravados pelas redes sociais. Ademais, é preciso salientar que a população sofre com a falta de empatia e o discurso de ódio.
Nesse sentido, faz-se necessário lembrar que a falta de empatia é uma das causas desse grande problema. Segundo Zygmunt Bauman, na teoria da “modernidade líquida”, com o passar do tempo, as pessoas se tornaram mais individualistas e apáticas. É notório a ausência de compaixão e respeito na sociedade, hoje há um grande idealismo a uma “vida perfeita” de casas lindas, corpos “padrões”, viagens, nenhum problema, criada pela mídia, o que causa comparações, depressão e ansiedade, principalmente infantojuvenil.
Além disso, ressalta-se que há, na contemporaneidade, um grande empecilho, o discurso de ódio, a falta de contato com os outros transforma uma pessoa, consequentemente a tornar mais agressiva e insensível. Na obra cinematográfica citada acima, a filha tira uma foto e ao postar na mídia, recebe várias críticas, rapidamente ela apaga e posta outra usando um filtro, e é elogiada. Diante desse cenário, fica claro que, infelizmente, muitos tem passado a se tornar diferentes para ser aceitos e se sentir pertencente, logo, isso causa a perda de identidade, cidadãos cada vez mais dependentes.
Portanto é preciso ter uma proposta de intervenção para que tais problemas avassaladores sejam evitados. Para maior segurança e conscientização sobre esse efeito, urge que o Estado, juntamente o MEC, crie e invista, por meio de posts e palestras, um programa que informe as consequências e prevenções do efeito bolha, para que esse obstáculo diminua. Somente assim será possível resolver essa problemática e fazer com que a narrativa do documentário não se torne a mesma de hoje.