Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 02/08/2022
Segundo a sociologia, grupo social é uma forma de interação que visa alcançar os objetivos e interesse em comum. Nesse sentido, percebe-se que as “bolhas” – que são grupos sociais – são comuns e naturais entre os seres humanos. No entanto, essa forma de organização social tende a ser intolerante com os que não a pertence. Dessa forma, se ela já representava um problema, antes do advento das redes sociais, atualmente, isso agravou, haja vista que a inteligência artificial, usada na internet, reuniu os iguais num efeito bolha e como consequência ampliou a intolerância e o discurso de ódio.
Em primeiro plano, é evidente o desenvolvimento da tecnologia, contudo ela não trouxe só avanços e um bom exemplo disso, de acordo com a revista digital Tecmundo, são as plataformas de redes sociais, as quais usam algoritmos com inteligência artificial, que selecionam pessoas com os mesmos interesses e sugerem interação entre elas. Assim, com ambição desmedida para manter usuários - ou seja, lucros - essas empresas irresponsáveis unem os iguais e os alimentam com conteúdo direcionado. Desse modo, os usuários são impedidos de conhecer e respeitar o que é deferente, isto é, aquilo que está fora da bolha.
Em segundo plano, como consequência do “efeito bolha” percebe-se a alienação de seus membros sobre conhecer e respeitar a necessidade de quem é e de quem pensa diferente. Nessa Visão, tem-se visto no Brasil a forte polarização política e ideológica desses grupos sociais, promovidas, indiretamente, pelas gananciosas redes sociais, como Facebook e Twitter. Diante disso, o resultado mais pernicioso para a sociedade é a intolerância e o discurso de ódio, os quais somam mais de 2,5 milhões de denúncias entre 2006 a 2022, segundo a ONG SaferNet.
Conclui-se, sobre o discorrido, que o efeito bolha é potencializado pelas redes sociais e isso representa risco para a convivência pacifica da sociedade. Portanto, urge que o Poder Legislativo faça lei com a finalidade de regulamentar a maneira como os algoritmos inteligentes selecionam e direcionam sugestões de interações, a fim de que o usuário de internet tenha liberdade de escolha, e que por meio do Ministério Público e Polícia Federal sejam fiscalizados os objetos dos algoritmos. Somente conhecendo-se o mundo como ele é, será possivel a harmonia social.