Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 24/08/2022
No “Mito da Caverna”, Platão, filósofo grego, mostra a condição de indivíduos que, aprisonados por suas crenças, são impedidos de conhecerem a verdade. De forma similar à metáfora, a sociedade vive aprisonada em bolhas sociais, intensificadas pelas redes sociais, que as privam de conhecimentos além dos do seu agrado. Sendo, dessa forma, necessário uma melhor discurssão sobre os problemas dessa prisão acesso.
É relevante abordar, em primeiro lugar, que as redes virtuais, por meio dos seus algoritimos de filtro, restrigem o alcance dos seus usuários à informações que não lhes são comuns entrar em contato. Por consequência, esses indivíduos sofrem um processo de alienação, similar ao que acorre no livro 1984, do escritor indiano, George Orwell, no qual, o Partido, instituição de poder, molda as ações da população de acordo com as informações que passa a ela. Desse modo, essa bolha social forma seres apáticos à características alheias a ela.
Ademais, esse obstáculo à informações diferentes também afeta a visão de assuntos do usuário. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro, “só existe opção quando se tem informação”. Dessa maneira, bolhas sociais, intensificadas pelos ambientes virtuais, ao abranger apenas uma parte do conteúdo disponivel, impede as pessoas de conhecerem coisas novas, como, por exemplo, um jeito diferente de cozinhar. Dessa forma, a população, pela falta de acesso à informação, não possue a possibilidade de ver algo novo.
Assim, é notório que as bolhas sociais são um problema. Cabe, portanto, ao Governo, ao qual compete a concretização e efetivação dos interesses públicos da sociedade, por meio de uma norma, solicitar que os responsáveis pela administração das redes sociais retirem os algarítimos de filtagrem delas, com o objetivo de permitir o acesso à pluralidade de informações. Por fim, com essa medida, pretende-se formar um povo menos alienado e com possibilidades de adiquirir novos conhecimentos, diferente dos prisoneiros da metáfora de Platão.