Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 09/08/2022
Segundo o art. 12 da Constituição Federal de 1988, todos cidadãos possuem o direito à vida, à imagem, ao nome e à privacidade. Entretanto, atualmente, com o crescimento do “efeito bolha” nas redes sociais, a que refere-se ao controle de conteúdo programático de acordo com o algoritmo do indivíduo, tal direito torna-se descumprido, uma vez que o efeito bolha corrobora a propagação de notícias falsas, o aumento da intolerância e violência.
A princípio, vale ressaltar o livro “O filtro invisível”, no qual retrata a realidade dos meios digitais e a realização do efeito bolha, bem como suas consequências. Dessa maneira, nota-se que tal efeito corrobora a propagação de notícias falsas, visto que o cidadão terá acesso somente ao conteúdo programático, em virtude de gostos e escolhas pessoais, em que comprometerá a veracidade das informações recebidas e compartilhadas.
Outrossim, a intolerância e a violência, como os discursos de ódio, tornam-se crescentes. Desse modo, o documentário “O dilema das redes”, produzido pela plataforma de streaming Netflix, reflete o controle de conteúdo e o monitoramento dos usuários pelas próprias redes. Logo, evidencia-se a crescente violência e intolerância pelos usuários devido a presença do efeito bolha, em que persuadem os consumidores.
Portanto, é preciso que o Ministério das Comunicações juntamente com o Ministério da Justiça, empresas e a mídia tomem providências para erradicar o quadro atual, por intermédio de campanhas e projetos que visem o conhecimento da população acerca do efeito bolha, assim como interferências juridicas pela inadimplência sobre o direito à privacidade do usuário. Também, torna-se imprescindível maiores fiscalizações de órgãos públicos e privados sobre as redes sociais, a fim de garantir a segurança. Dessa maneira, o direito prometido pela Constituição será realizado e o efeito bolha somente uma distopia.