Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 12/08/2022
Baseada no modelo da “Pirâmide” de Hans Kelsen, a Constituição Federal garante proteção e qualidade de vida para os cidadãos. No Brasil, entretanto, esse viés constitucional não é efetivado de modo correto, sobretudo no que tange à problemática do efeito bolha, problema que é agravado pelas redes sociais. Nesse sentido, a ausência de políticas públicas eficazes e o aumento exarcebado da polarização a partir dos algoritmos são as principais causas do imbróglio.
Em primeiro plano, a falta de projetos públicos contundentes é a principal responsável pela permanência do revés em discussão. Acerca disso, Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, carcteriza a prudência como a maior virtude política, essa dispõe a razão para escolher o bem e os meios para o atingir. Contudo, as medidas governamentais não deliberam a partir desse pensamento prudente, o que ocasiona, na generalidade, a formação de ambientes virtuais tóxicos, compostos por pessoas que podem vir a cometer crimes de ódio, racismo, injúrias, dentre outros, todos “aprovados” por indíviduos do mesmo endereço virtual.
Ademais, o crescimento da polarização em virtude dos mecanismos digitais é o causador primário das complicações do efeito bolha em relação às mídias virtuias. Em adição, segundo Márcia Marques, professora do Centro Unisversitário de Belas Artes, a inteligência artificial direciona os usuários de uma determidada midía social para publicações e grupos ligados aos seus gostos pessoais. Dessa forma, cabe ressaltar os problemas que acentuam essa situação precária. Assim sendo, as consequências comuns são: discursos inflamados que podem propagar ideologias deletérias, essas curtidas e reproduzidas pelo mesmo público, o que dificulta o contato com opiniões distintas a partir da formação de bolhas pelo algoritmo.
Portanto, são necessárias ações a fim de atenuar o impasse. Para tal, o Poder Legislativo, por meio do investimento de verbas da União, deve criar projetos de regulamentações dos algoritmos, para que eles não possam limitar os usuários das plataformas a apenas um público, também a criação de Leis que penalizem indivíduos que disseminarem discursos criminosos e prconceituosos de forma severa. Desse modo, serão reservados os direitos constitucionais de maneira equânime e prudente, assim como amenizar-se-ão os imbróglios mencionados.