Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 23/08/2022

A Constituição Federal de 1998 defende o direito à informação. No entanto, a ascensão das redes sociais vêm dificultando a realização desse direito por meio do agravamento do chamado efeito bolha, causado pelos algoritmos dessas plataformas, em que recomendam apenas os assuntos no, qual as pessoas interagem.

O principal fator por trás do efeito bolha são os algoritmos existentes em sistemas de redes sociais como o Facebook. Nesses aplicativos, novos conteúdos são recomendados aos usuários com base nos interesses que eles demonstram, mostrando mais material relacionado a um tópico do que outros. Assim, com o tempo, esses algoritmos acabam filtrando o que é exibido para que os usuários só possam acessar materiais que abordem temas ou pontos de vista específicos, dificultando o acesso a informações mais diversas e opiniões mais díspares. Dessa forma, os algoritmos da rede social causam e exacerbam o efeito bolha.

Além disso, há total dependência das redes sociais como fonte de informação e demanda insuficiente por outros meios de comunicação, como jornais (impressos e digitais), telejornais, “blogs” de notícias, etc. A facilidade e rapidez de acesso à informação através das redes sociais torna-a mais atrativa do que outras fontes mais fiáveis. Portanto, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas, e mostra apenas o conteúdo que o usuário terá interesse. Portanto, a combinação desses dois fatores contribui para o surgimento e intensificação do efeito bolha.

Assim sendo, conclui-se que o efeito bolha é um grave estigma na sociedade contemporânea devido ao surgimento das redes sociais. Além disso, esse efeito geralmente ocorre sem que as pessoas percebam. Assim, é necessário desenvolver um programa de conscientização sobre os perigos de informações tão selecionadas, para que as pessoas estejam cientes e parem de cair nessas “armadilhas”.