Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 24/08/2022

Nesta época digital em que vivemos as informações e conteúdos que acessamos e consumimos são definidos por algorítimos que se baseam nos nossos hábitos mostrando aquilo que queremos ver, sendo isso nem sempre veridico.

O ditado popular “diga-me com quem tu andas que te digo quem tu és” pode definir com exatidão o predicamento em que a nossa sociedade se encontra. quando algorítimos determinam o que chega as grandes massas eles não levam em consideração veracidade ou qualidade do que estão sugerindo, somente o interesse demonstrado neste conteúdo ira definir se ele sera ou não mostrado, e esse interesse é pessoal e personalizado para cada conta, por exemplo, ao buscar por videos de receitas por um dia para um jantar especial, videos de culinária continuarão a serem sugeridos por dias a seguir. Quando nos expressamos politicamente nas redes sociais, esse comportamento é detectado pelos algorítimos que passam a te levar a companhia de pessoas com pensamentos semelhantes. Quando nos rodeamos por pensamentos homogêneos, as dissonâncias se tornam ainda mais gritantes, de modo que qualquer discordância do que “todos” dizem ser correto é julgado como errado sem nem mesmo ser aberto o espaço da discução, gerando uma bolha de ignorância e intolerância.

Isso não se restringe as redes sociais, ferramentas de busca como o google também passam por isso, quando se faz uma pesquisa, os sites utilizados costumam ser homogêneos, não por estes possuírem os melhores conteúdos apresentados da maneira mais clara, mas por serem usados constantemente eles acabam sendo sempre as primeiras opções recomendadas.

Os principais problemas do modo como os algoritimos se apresentam nos dias de hoje, além da disseminação de informação falsas para agradar os internautas, está na criação de grupos de pessoas com opiniões extremas, que hostilizam o diferente e a sútil manipulação das informações apresentadas aos internautas. O conceito de filtragem de conteúdos que desagradam, por sí só não é ruim, desde que esta seja feita por uma decisão consciente da pessoa e não arbitrariamente por uma máquina.