Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/08/2022

É evidente que os avanços nas tecnologias de informação aprimoraram a conexão e compartilhamento de dados entre os indivíduos de todo o mundo. Diante disso, criou-se uma rede de troca de informações entre familiares, amigos e até mesmo desconhecidos, além de ampliar as possibilidades de busca por assuntos e coisas que os interessam. Porém, existe uma parcela na gama de informações que são escolhidas para aparecerem nas telas dos eletrônicos pelas empresas que comandam as plataformas sociais. Infelizmente, isso se chama algoritmo e aos poucos vai moldando os gostos e escolhas dos usuários.

Em continuidade a essa ideia, vale apontar que tal manipulação de dados promove a inserção das pessoas nas chamadas: “bolhas”. A partir disso, dentro delas criam-se a polarização de ideias previamente escolhidas pelo algoritmo e por você mesmo - ideias e posts interagidos anteriormente são avaliados por ele. Assim, ocasionando uma restrição das novas possibilidades de notícias, além de distorcer suas preferências, por exemplo ao compartilhar algum ato que desaprova, como meio de criticá-lo, o algoritmo entende que o aprova. Diante deste cenário, é importante salientar que essa limitação das plataformas fere o direito de personalidade e direito à informação, previsto na Constituição Federal de 1988. Por meio do limte, é promovida uma desinformação generalizada e concisa obstruindo toda a ínfima possibilidade de se adquirir e aprender temas e ideiais novos pelos indivíduos. Assim, tornando-se evidente que o Efeito Bolha deve ser combatido para conserva-se um mundo realmente globalizado.

Então, o Ministério da Comunicação deve atuar mitigando todas as formas de limitação, atuando por meio do asseguramento das leis já existentes, punindo monetariamente as plataformas que continuarem a os abusos por meio dos algoritmos, que garantem o direito a personalidade e informação. Isso deve ser feito com o fito de promover o cumprimento da lei e a inclusão digital do povo brasileiro. Além disso, campanhas de conscientização devem ser ministradas em redes televisivas mensalmente, com o objetivo de informar a população a forma como ludibriar as “imposições” da inteligência artificial. Só assim, a nação brasileira alcançará a liberdade digital.