Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 30/08/2022
A inegável contribuição das redes sociais para a comunicação humana e a facilidade em que as informações chegam às pessoas não impedem que ela seja uma das maiores causadoras do “efeito bolha”. Os indivíduos buscam cada vez menos por informações verdadeiras, presos em uma uma espécie de bolha, em que veem apenas o que lhes é mostrado, de acordo apenas com suas ideologias, sem procurar entender outras perspectivas, ou pesquisar a veracidade de tais informações.
É necessário pontuar, em primeiro lugar, as consequências desastrosas da propagação das chamadas “fake news”, que como a ajuda da internet e das redes sociais ganhou uma dimensão enorme no mundo atual, podendo até mesmo influenciar no posicionamento político das pessoas. Este termo foi, inclusive, popularizado em contexto eleitoral, em 2016, quando Donald Trump elegeu-se presidente dos Estados Unidos da América. Especialistas apontam que as notícias falsas espalhadas por todas as redes sociais ajudaram o ex-presidente a se declarar campeão nas urnas daquele ano.
Entende-se, com isso, que as pessoas na internet se tornam gradativamente mais preguiçosas, sem vontade de pesquisar sobre as coisas que escutam e leem em suas respectivas bolhas, por ser tão cômodo para elas acreditar naquilo que lhes é dito, sem questionar. Assim, consomem conteúdos apenas de pessoas com as mesmas opiniões que eles mesmos, se tornando cada vez mais cegos para o mundo a sua volta.
Portanto, observa-se que o efeito bolha é seriamente preocupante para a população, que fica preso à ideias rasas e sem confirmação. Por conseguinte, torna-se extremamente necessário que medidas sejam tomadas por parte das empresas privadas responsáveis pelas redes sociais para evitar a disseminação de notícias falsas e evitar que as pessoas se tornem cegas dentro de suas bolhas, por meio de normas internas que visam fiscalizar todas as informações compartilhadas dentro da internet em especial aquelas que atingem mais pessoas.