Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 30/08/2022

O filosofo Albert Einstein acreditava ser mais fácil desintegrar um átomo, que um preconceito enraizado. Partindo desse princípio, é possível entender a comodidade das bolhas sociais na vida do ser humano. Cercar-se de indivíduos com mesmos gostos e opiniões é confortável, principalmente no contexto das redes sociais, que mostram informações de acordo com um perfil predeterminado de cada pessoa.

Ao longo da história da sociabilidade humana, o homem sempre buscou se identificar por meio de grupos que lhe representasse. Na contemporaneidade, um dos desafios vivenciados nas sociedades pós-moderna são as Bolhas sociais ou Bolhas de informações. Esses termos são efeitos de isolamentos, ligados principalmente ao ambiente digital, em que de acordo com nossas buscas ou interesses, através de recursos tecnológicos chamados “algoritmos seletivos” são gerados resultados de pesquisas pré-determinadas pelo sistema. Dessa forma, o usuário tem a falsa sensação de verdade absoluta, causando uma visão distorcida a cerca da realidade, visto que essa ferramenta impede que o indivíduo veja como o mundo é complexo, com diferenças, culturas e pensamentos.

Em primeira análise, cabe pontuar que no Brasil quase 70% das residências têm acesso à Internet, segundo o levantamento em 2016, feito pela PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra em Domicílios). Essa realidade, demostra o grande número de pessoas que dispõem desse mecanismo de comunicação e informação.

Dessa maneira, o Estado com a ajuda dos meios de comunicação, como as redes sociais, deverá criar campanhas de conscientização que ajam dentro do ambiente em que o usuário está inserido, como as redes sociais. Assim, criando um efeito de reflexão no indivíduo para que este saiba sobre a possibilidade de estar inserido em uma bolha social.