Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/08/2022

No filme “Dilema das Redes”, o robô controla a vida de um usuário de “smartphone” por meio de uma interface própria, apresentando um retrato realista. Se isso não aconteceu, esse corte pode ser considerado ridículo. Nesse caso, fica claro que o cenário maligno ocorre não apenas pelo comportamento tendencioso do algoritmo, mas também pelo pensamento utópico adotado pelas pessoas.

Cabe ressaltar que na maioria das redes, o algoritmo reúne informações dos usuários para mapear seu comportamento, e com o passar do tempo essa ação leva as pessoas a se comportarem de forma previsível para que as máquinas possam renderizar notícias, posts e produtos. Por favor, limite os “usuários” a um certo domínio digital, às vezes até fora de contato com a realidade. Segundo Mahatma Gandhi - o representante do diplomata da paz - a sociedade tem que ser a mudança que ela quer ver, mas se há a opção de se isolar em uma “bolha” de coisas que satisfaçam seus desejos, essa mudança muitas vezes não acontecer, despertando assim a inércia de sua apreciação.

No longa-metragem “Matrix”, os espectadores são levados a um cenário fictício onde a realidade é realmente determinada por máquinas. Embora tal cenário seja cientificamente impossível, algo semelhante já poderia ter acontecido. Os perigos associados ao fato de grandes redes terem levado seus usuários a se ater a correntes de pensamento baseadas no que eles concordam são cada vez mais notados é o fato de que às vezes esse pensamento não se alinha com a realidade que os cerca, semelhante ao que a estrela de longa data Keanu Reeves retratado.

É possível entender, após o percurso teórico traçado que o efeito bolha se faz presente na sociedade, sendo ocasionado principalmente pela diretriz do algoritmo focada na manipulação e controle de pensamento e comportamentos do internauta.