Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 29/08/2022
A Constituição Federal de 1998 defende o direito à informação. Sob este viés, as redes sociais, de certa forma, vêm dificultando o cumprimento desse direito por meio do agravamento do chamado efeito bolha. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, motivado pelo algoritmos dessas plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.
Primordialmente, é necessário ressaltar que os algoritmos existentes nos sistemas de redes sociais é uma das principais causas desta problemática. Sob esta ótica, as recomendações de novos conteúdos para o usuário são feitas de acordo com os interesses que esse demonstra ter, exibindo mais materiais relacionados a um certo tema ao invés de outros. Assim, com o tempo, esses algoritmos acabam filtrando os conteúdos mostrados de modo que o usuário só tenha acesso a materiais que tratam de um determinado assunto ou ponto de vista, tornando mais difícil o acesso a informações mais diversificadas e a opiniões mais variadas. Dessa maneira, o efeito bolha é causado e agravado pelos algoritmos das redes sociais.
Ademais, o cenário de dependência das redes sociais e a falta de procura por outros veículos de notícias ajudam a perpétua o problema. Além disso, a facilidade e a rapidez com que se tem acesso a informações por meio das redes sociais torna essas mais atrativas que outras fontes mais confiáveis. No entanto, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas, que exibirão ao usuário apenas conteúdos pelos quais ele se interessará. Desse modo, a junção desses dois fatores contribui para o surgimento e a intensificação do efeito bolha.
Portanto, faz-se necessário para conter os problemas agravado pelas redes sociais. Para tanto, cabe as Mídias, cuja função é informar a sociedade, por meio das redes sociais, a exemplo do Instagram, informar o meio social atravéz de a criação de programas de conscientização sobre os perigos dessa excessiva seleção de informações, para que as pessoas se atentem e não caiam mais nessas “armadilhas”. Assim, a sociedade norteada pela cultura da não será mais um problema para o país.