Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 29/08/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, defende o direito à informação. No entanto, as redes sociais, de certa forma, vêm dificultando o cumprimento desse direito por meio do agravamento do chamado efeito bolha, que é causado pelos algoritimos dessas plataformas. Contudo, um fato que contribui, relevantemente, para essa problemática, é a falta de pesquisas através de plataformas confiáveis, baseando-se somente nas redes sociais. Dessa forma, é necessário que o governo crie medidas para mitigar essa situação.
O principal fator causador do problema são os algoritimos existentes nos sistemas de redes sociais como o Facebook. Nesses aplicativos, as recomendações de novos conteúdos para o usuário são feitas de acordo com os interesses que esse demonstra ter, exibindo mais materiais relacionados a um certo tema ao invés de outros. Assim, com o tempo, esses algoritmos acabam filtrando os conteúdos mostrados de modo que o usuário só tenha acesso a materiais que tratam de um determinado assunto ou ponto de vista, tornando mais difícil o acesso a informações mais diversificadas e a opiniões mais variadas.
Somado a isso, está a total dependência das redes sociais como fonte informacional e a falta de procura por outros veículos de notícias, como jornais, telejornais, blogs noticiários, entre outros. A facilidade e a rapidez com que se tem acesso a informações por meio das redes sociais torna essas mais atrativas que outras fontes mais confiáveis. Além disso, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas, que exibirão ao usuário apenas conteúdos pelos quais ele se interessará. Desse modo, a junção desses dois fatores contribui para o surgimento e a intensificação do efeito bolha.
Portanto, conclui-se que o efeito bolha é um problema grave que vem ocorrendo nas sociedades contemporâneas devido ao advento das redes sociais. Além disso, esse efeito geralmente ocorre com as pessoas sem sequer que elas percebam. Assim, torna-se necessária a criação de programas de conscientização sobre os perigos dessa excessiva seleção de informações, para que as pessoas se atentem e não caiam mais nessas “armadilhas”.