Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 29/08/2022
No mundo contemporâneo, encontrar alguém que nunca utilizou uma rede social nem participou de um grupinho de amigos é algo quase impossível. E é quando essas duas coisas comuns se juntam que se cria o problema do efeito bolha, fenômeno que ocorre quando, por algum motivo, uma pessoa fica presa em sua zona de conforto e não possui incentivo de sair, causando menor criticidade e socialização.
De acordo com Márcia Siqueira Costa Marques, professora do curso de Mídias Sociais do Centro Universitário Belas Artes em São Paulo, “é preciso lembrar que as redes sociais não são autônomas’’, a inteligência artificial é programada para reproduzir o assunto com que o indivíduo interagiu. Isso faz com que a pessoa interaja apenas com os mesmos assuntos, agravando o efeito bolha.
Com essa falta de diversidade de conteúdo, as pessoas tendem a discutir apenas sobre os mesmos tópicos e, com o tempo, terem as mesmos opiniões, assim se tornando mais confiantes que estão certas por não terem uma oposição, o que acaba gerando intolerância e preconceito, já que a confiança supera o medo de expressar uma opinião controversa, além de diminuir a criticidade da pessoa. Márcia Siqueira exemplifica isso dizendo que um idiota no meio de idiotas cria a ideia do “eu posso”, ou seja, se um indivíduo convive com pessoas com a mesma opinião que ele, para esse indivíduo essa opinião é válida.
Conforme o exposto, são nítidos os perigos do efeito bolha e que ele deve ser evitado. Para isso, o Ministério das Comunicações deve, por meio de campanhas publicitárias na mídia, conscientizar a população sobre as causas e consequências desse fenômeno e como evita-lo, assim, diminuindo seus casos e seus efeitos, como o preconceito e a menor criticidade e socialização.