Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/08/2022

Na busca por suporte físico e espiritual, a formação de bolhas sociais torna-se um aspecto inerente à vida social humana. No entanto, dada a profunda crise política do Brasil contemporâneo e a polarização que ela criou, essas bolhas acabam por gerar áreas de pensamento dogmático que, na maioria das vezes, limitam as discussões pacíficas e construtivas.

Além disso, para o sociólogo crítico contemporâneo Sigismund Bowman, que propôs a teoria da modernidade líquida, com o advento da globalização e a introdução da tecnologia, tem havido uma resistência ao pressuposto de relações fortes, de que tudo o que antes era sólido agora é líquido. Isso é relevante para a situação atual, visto que o número de relacionamentos estabelecidos na Internet cresce vertiginosamente e, por outro lado, os relacionamentos tradicionais estão sendo abalados por inseguranças devido aos bons tempos e problemas na Internet, por exemplo, uma amizade virtual que pode se transformar em um relacionamento romântico.

Desse modo, pode-se dizer que, portanto, quando a ferramenta de comunicação é projetada para persuadir o indivíduo, a ferramenta de comunicação perde sua função, reduzindo assim a criticidade da vida. Portanto, o governo deve trabalhar com as emissoras de TV para produzir propagandas sobre o tema dos principais danos da bolha social, lembrando ao público o quanto ela é prejudicial aos indivíduos e ao seu entorno, o foco é mitigar a situação, pois a TV ainda é o mais comumente utilizado para se manter informado. O papel da escola é estabelecer uma roda de diálogo com pais e alunos, para transmitir os ensinamentos sobre a educação de seus filhos aos pais, para que eles não fiquem presos à internet e façam bom uso dessa ferramenta.