Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 28/08/2022
A Constituição Federal de 1998 resguarda o direito de saber. Em parte, porém, as redes sociais dificultaram esse direito ao exacerbar o chamado efeito bolha, causado pelos algoritmos das plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.
O principal fator por trás do efeito bolha são os algoritmos existentes em sistemas de redes sociais como o Facebook. Nesses aplicativos, novos conteúdos são recomendados aos usuários com base nos interesses que eles demonstram, mostrando mais material relacionado a um tópico do que outros.
Assim, ao longo do tempo, esses algoritmos acabam filtrando o que é mostrado para que os usuários possam acessar apenas materiais que abordam temas ou pontos de vista específicos, dificultando o acesso a informações mais diversas e opiniões mais diversas.
Além disso, há total dependência das redes sociais como fonte de informação e demanda insuficiente por outros meios de comunicação, como jornais (impressos e digitais), telejornais, blogs de notícias etc. A facilidade e rapidez de acesso à informação através das redes sociais torna-a mais atrativa do que outras fontes mais fiáveis. Além disso, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas para mostrar apenas o conteúdo do usuário que será de seu interesse. Portanto, a combinação desses dois fatores contribui para o surgimento e intensificação do efeito bolha.
Portanto, pode-se concluir que o efeito bolha é um grave problema na sociedade contemporânea devido ao surgimento das redes sociais. Além disso, esse efeito geralmente ocorre sem que as pessoas percebam. Portanto, é necessário desenvolver um programa de conscientização sobre os perigos de tais informações sobreselecionadas.