Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 29/08/2022
O conceito bolhas sociais remete a particularização de informações de acordo com a vida, preferências e personalidades de uma pessoa. Esse conceito, embora termo logicamente novo, é tão antigo quanto o armazenamento de informações. Isso porque o ser humano tem a tendência de se aglomerar com grupos que permitam compartilhar suas preferências, ao mesmo tempo que tende afastar-se daqueles que são contrários a seus gostos. A grande questão nas últimas décadas é que essa aproximação e afastamento tem gerado sérias consequências, agravado com o uso da internet, como aumentos de casos de intolerância no país. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Às redes sociais, como Facebook, Instagram, além do Google, tem sido um marco na evolução e divulgações de informações no último século. Isso porque contribuiu para a aceleração de distribuição das notícias assim como permitiu encurtar relações a distância. O problema é que esse famigerado compartilhamento de informações, consequentemente, tem diminuído o senso crítico além de aumentar a aversão ou intolerância a opiniões contrárias.
Ademais, esse cenário contemporâneo está fabricando uma geração intolerante, até mesmo indiferente, em que pouco se aborda discussões por equívoco de provocar mal-entendido ou ser rotulado como uma pessoa pouco tolerante. Pensamentos ou opiniões estão sendo tratados como certo ou errado sem direito a outro tipo de interpretação.
Infere-se, portanto, que se deve procurar reeducar o pensamento, por meio das escolas e da família, a nova geração incentivando a disseminação do pensamento crítico, do respeito ao outro e da convivência a partir de diferenças. O MEC juntamente com o Ministério da Educação deve procurar promover reestruturação no ambiente escolar que permita crianças e adolescentes de diferentes faixas etárias se relacionarem para conviver com diferenças.