Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/08/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o agravo do efeito bolha devido às redes sociais apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto tanto das falsas notícias, quanto da desinformação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que as fake news derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nesse viés, segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Sendo assim, a falta de atuação das autoridades no quesito de averiguar a veracidade das notícias vinculadas na internet e banir aquelas que apresentam conteúdos falsos, contribui para obter-se um corpo social desinformado e inepto.

Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.

Concomitantemente a isso, é imperativo ressaltar a desinformação como promotora do problema. Cabe reconhecer, no entanto, que, segundo o físico Isaac Newton: “o que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”. Assim,

o efeito bolha é a seleção de algoritmos das redes sociais, que é escolhido por meio do conteúdo que a plataforma entende como interessante para esse espectador, o que exclui outros conteúdos que podem ser importantes, ou seja, “um oceano é excluído” do alcance da população. Partindo desse pressuposto, tudo isso retarda a resolução desse empecilho.