Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 30/08/2022

Na obra “Canção do Exílio”, do poeta brasileiro Gonçalves Dias, é retratada a exaltação da pátria, na qual aquele lugar padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa, fora da literatura, é o oposto do que o autor prega, visto que o efeito bolha apresenta barreiras. Esses problemas ocorrem não só pela negligência governamental, mas também pela influência midiática com os algoritimos, as quias vão contra as ideias de Gonçalves.

No contexto dessa discussão, é válido lembrar que há ineficácia do governo. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre, visto que o governo não cumpre com os seus deveres escritos na Constituição federal, deixando de dar tamanha importância aos problemas agravados pelas redes sociais. Esse cenário, certamente, configura-se como desagregador e não pode ser negligenciado.

Nesse viés, é preciso acrescentar que a influência da mídia contribui cada vez mais para essa problemática. De acordo com o filósofo ingês John Locke, quando nascemos, somos como uma folha em branco - “tábula rasa” - que é escrita na medida em que vivemos e temos experiência e influências do mundo. Diante disso, vê-se, então, que a mídia interfere na vida das pessoas, visto que os algoritmos existentes nos sistemas de redes sociais filtram os conteúdos e mostram somente o que é mais procurado pelos usuários, tornando difícil o acesso a informações diferentes, e assim criando o efeito bolha. Portanto, esse problema precisa cessar.

Evidencia-se, portanto, que o efeito bolha requer atenção. Dessa forma, é papel do governo federal - instância máxima do poder - fiscalizar os algoritimos das redes socias, para que não tenha nenhuma irregularidade e não prejudique o usuário. Ademais, cabem às mídias, rever, mudar e deixar claro para seus consumidores os termos de uso, por meio do programa RMDC, que em parceria com o governo colocaria em palta novas ideias sobre os algaritimos, a fim de acabar com o efeito bolha. Assim, alcançar-se-á a perfeição da pátria, igual á canção de Gonçalves.