Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 25/08/2022
A Constituição Federal de 1998 defende o direito à informação. No entanto, as redes sociais, de certa forma, vêm dificultando o cumprimento desse direito por meio do agravamento do chamado efeito bolha, que é causado pelos algoritmos dessas plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a forma como cada um utiliza a internet, dá origem a bolhas de conteúdo. Dessa forma, o filtro digital é causado pelo algoritmo de seleção dos conteúdos que são apresentados no feed de notícias, no qual utiliza informações capturadas do usuário e forma o seu perfil. Consoante a isso, partindo da teoria de Durkheim de que a sociedade é como um corpo biológico, entende-se que para tal funcionar bem, precisa que suas inevitáveis bolhas sociais trabalhem em conjunto, utilizando seus variados pontos de vista na criação de um mundo igualitário.
Em segunda análise, é notório que o efeito bolha tem restringido o acesso das pessoas á diversidade dos conteúdos , o que gera questionamentos quanto ao seu potencial antidemocrático. Esse “isolamento” tem custos pessoais e culturais podendo gerar consequências sociais como o racismo, xenofobia, bullying, homofobia. No entanto, essas relações tendem a fornecer apenas um ponto de vista, promovendo estranheza quando expostos ao diferente. Assim, recitando Einstein, é necessário sobriedade para desintegrar esses preconceitos enraizados na sociedade que estão acostumados a viver em sua bolha de comodidade.
Portanto, conclui-se que o efeito bolha é um problema grave que vem ocorrendo nas sociedades contemporâneas devido ao advento das redes sociais. Além disso, esse efeito geralmente ocorre com as pessoas sem sequer que elas percebam. Assim, torna-se necessária a criação de programas de conscientização sobre os perigos dessa excessiva seleção de informações, para que as pessoas se atentem e não caiam mais nessas “armadilhas”.