Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 25/08/2022
Observa-se que na Grécia antiga, o filósofo Sócrates orientava as pessoas em sua busca por conhecimento no mercado. No Brasil contemporâneo, porém, os humanos vivem em bolhas sociais porque vivem em grupos específicos com ideologias semelhantes. É importante notar que, com a globalização e o advento da Internet, as pessoas estão começando a se conectar com indivíduos de todo o mundo, mas mantêm distância daqueles ao seu redor.
Dessa forma, fica claro que no facebook, instagram e até no google, as pessoas seguem amigos e compartilham informações que condizem com seus pensamentos, e apenas em uma certa bolha social. Além disso, as pessoas não buscam a autenticidade do que compartilham desde que esteja dentro da ideologia estabelecida pelo grupo. Dessa forma, distanciam-se de todos que pensam diferente, o que dificulta a busca pelo conhecimento.
Nesse sentido, segundo a filosofia socrática, são as ideias opostas que desencadeiam os debates e por meio deles novas formas de olhar o mundo, ou seja, esses isolamentos causados por bolhas sociais que prejudicam a ciência e o desenvolvimento da sociedade. Nas redes sociais, por exemplo, tudo que você curte ou compartilha é monitorado para que as empresas tracem seu perfil e assim te ofereçam serviços de acordo com suas preferências. Dessa forma, cria-se um ambiente em que irão aparecer somente objetos dos quais goste dando uma falsa sensação de que as coisas giram de acordo com seus interesses. Então, compreensivelmente, é preciso combater a bolha social.
Portanto, o Ministério dos Transportes (MCTIC) e o MEC têm anto e palestras em escolas e comunidades. Conviver com a diversidade sociocultural para acabar com a ideia de que viver com pessoas da mesma ideologia só vale a pena viver. Dessa forma, a exclusão alimentada pela bolha social irá permear a inclusão e a construção de uma sociedade mais democrática.