Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 29/08/2022
No livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, a protagonista é vítima de “fake news” (diretamente traduzido do inglês como “notícias falsas”) das quais se espalharam rapidamente e para toda a sociedade se tornaram uma verdade absoluta. Analogicamente, é possível fazer uma comparação com a atual situação em que o Brasil de encontra, onde há uma grande disseminação de noticias falsas que podem ser prejudiciais para a sociedade e de conteúdos baseados em algoritmos que reproduzem o “efeito bolha”.
Em primeira instância, é de grande importância salientar que quando se navega na internet a maior parte das pessoas não procuram as fontes das notícias leem, e ao compartilha-la apenas aumentam a sua propagação para a população. Diante disso, a CNN fez uma estimativa de que durante o ano de 2022- por ser um ano de eleições- haverá um crescimento nas “fake news”. Em vista disso, um exemplo válido são as recentes descobertas de notícias falsas sobre a autenticidade das eleições e os candidatos à presidência do Brasil. Nesse sentido, percebe-se a urgência de descontinuar as circunstâncias vividas.
Além disso deve-se ressaltar que o grande uso de algoritmos nas redes sociais afetam as pessoas, pois ao acostumar uma pessoa a apenas presenciar algumas pessoas e opiniões, ela fica vulnerável à opiniões diferentes das suas na vida real, podendo até adquirir transtornos ou problemas sociais. Dessa forma as ideias de John Locke a respeito do “contrato social” são violadas, uma vez que o Estado não cumpre o seu dever de assistir a sociedade de maneira prevista pela Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente acerca da saúde mental da população. O que por infelicidade assola o país diariamente.
Portanto, diante o exposto, é visível a importância para que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Urge que o Ministério da Cidadania em ação conjunta com o Ministério da Saúde, coloquem em disposição psicólogos em postos de saúde, além de ter uma maior fiscalização das “fake news”, para que dessa forma as pessoas possam melhorar e diminuir seus problemas sociais. Assim, consolidando não só as ideias do “contrato social” de Locke, mas também para contornar a história da protagonista do livro citado.