Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 30/08/2022
Na série “Black Mirror” em um de seus episódios somos apresentados a um cenário de um futuro onde o protagonista vive em um ambiente extremamente padronizado, onde a vida virtual chega a ser considerada mais importante que o mundo real e para viver nessa realidade virtual as pessoas são bombardeadas de propagandas e vídeos influenciadores. Assim alienando cada vez mais cada pessoa que vive naquele ambiente. Atualmente as redes sociais filtram gostos e estilos de um indivíduo, mostrando apenas o que ele quer ver, e sem que perceba a pessoa é coberta por bolhas.
Em primeiro plano, temos as mídias que instalam subjetivamente diversas estratégias de influência e alienação. Essas mídias também criam uma dependência como redes de informações e a falta de procura por outros meios de notícias, como os jornais. A facilidade e a rapidez com que se tem acesso a informações por meio das redes sociais torna essas mais atrativas que outras fontes mais confiáveis. O que aos poucos torna o futuro da série mencionada não tão improvável.
Em segundo plano, como citado anteriormente, outros fatores apresentados são
as filtragens realizadas nas redes sociais que selecionam através de algorítimos apenas meios que o usuário possa se interessar. Essa interação é grave, pois inibe a difusão de novas ideias, conhecimentos e opiniões. Esse efeito reduz a diversidade de sabedoria de determinada pessoa e assim outros problemas sociais como o preconceito.
Por fim, as bolhas sociais resultam numa sociedade pobre de conhecimentos e tornam as pessoas mais ignorantes. Isso acontece sem que os usuários nem percebam. Para mudar esse horizonte e solucionar o problema agravado pelas redes sociais pode-se promover desde o início da formação de um indivíduo a boa convivência com as diferenças, com a implementação de sistemas inclusivos nas escolas, e incentivar para debates e semanas culturais.