Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 30/08/2022

Diante do conhecimento a cerca da Constituição Federal de 1998, sabe-se que resguarda o direito da informação. Todavia, as redes sociais têm dificultado esse direito em parte exacerbando o chamado efeito bolha, causado pelos algoritmos das plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.

Em primeiro plano, vale dizer que o principal fator por trás do efeito bolha são os algoritmos já presentes em sistemas das plataformas sociais, como por exemplo o Facebook. Nesses apps, novos conteúdos são recomendados aos usuários com base nos interesses que eles demonstram, mostrando mais material relacionado a um tópico do que outros. Dessa forma, com tempo essas operações filtram o que é exibido para que os usuários só possam acessar materiais que abordem temas ou pontos de vista específicos, dificultando o acesso a informações mais diversas e opiniões múltiplas. Assim, os algoritmos da rede social causam e exacerbam o efeito bolha.

Ademais, há grande dependência das redes sociais como fonte de informação e demanda insuficiente por outros meios de comunicação, como jornais (impressos e digitais), blogs de notícias etc. A acessibilidade e rápido acesso à informação através das redes sociais torna-a mais atrativa do que outras fontes de mais confiança. Além do mais, essa preferência também é provocada pelos algoritmos desses canais, e mostra apenas o conteúdo que o usuário terá interesse. Portanto, a combinação desses dois fatores facilitam para a aparição e aumento do efeito bolha.

Logo, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as Escolas promovam em projetos e conscientização referente aos riscos de informações selecionadas demasiadamente, a fim das pessoas ficarem cientes e evitar de cair nessas “armadilhas”. A partir dessas informações poderá se consolidar um ambiente mais diversificado livremente e, menos padronizado.