Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 26/08/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a liberdade de expressão e a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o efeito bolha, um problema agravado pelas redes sociais, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatos que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a intolerância. Neste sentido, a exemplo disso é notório os frequentes atos de violência entre pessoas de diferentes nichos sociais, vivendo assim, em suas próprias bolhas com seus semelhantes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configuram-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança e a liberdade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental pontuar o impacto das bolhas sociais cibernéticas, principalmente em épocas de eleições ou jogos de futebol como impulsionador dos atos de intolerância e violência no Brasil. Como exemplo disso, no dia 09 de julho o agente penitenciário José da Rocha invadiu a festa de aniversário com a temática de um partido político do guarda municipal Marcelo Arruda e matou o aniversariante a tiros. Diante do exposto de tal atitude inadmissível, é nítido que o encontro entre pessoas de diferentes bolhas pode ser catastrófico.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de campanhas de conscientização propague a ideia de tolerância e respeito para com seus semelhantes, de modo a diminuir casos de violência e homicídio como discorrido. Paralelamente, é importante que haja um senso coletivo da população para que mais casos como o de Marcelo não venham a acontecer novamente.