Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 24/08/2022
O romance filosófico “Utopia”, de Thomas Morus, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante ao efeito bolha. Esse panorama lamentável gera diversos malefícios, tais como a restrição das pessoas à diversidade dos conteúdos e prejudicando seus direitos de resposta. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para resolver esse quadro.
Nessa linha de raciocínio, entende-se que a restrição das pessoas à diversidade dos conteúdos encontra-se como tópico relevante do problema. Segundo Einstein, tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a humanidade. Tal informação abordada é materializada haja vista que as plataformas digitais expõem para seus usuários somente os conteúdos com o qual ele se identifica, ou seja, diversas informações são excluídas porque o algoritmo julga como não relevante. Assim, em virtude dessa alienação, essa questão ainda persiste no corpo social.
Por consequência do exposto, o direito de resposta do usuário acaba sendo afetado. De acordo com John Locke, o Estado foi criado para garantir os direitos fundamentais dos indivíduos. Entretanto, é notório o rompimento dessa informação visto que, devido a toda essa manipulação e seleção automática dos conteúdos, faz com que a visão da verdade dos usuários fique menos abrangente. Logo, tudo isso retarda o combate à problemática, já que diversos fatores contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição do problema agravado com as redes sociais. Assim, cabem aos Núcleos Midiáticos informar a sociedade a respeito do efeito bolha e, juntamente com as redes sociais, passar a sugerir novos conteúdos e pontos de vista diferentes da plataforma social a fim de fazer com que a sociedade adote uma nova conduta a respeito dos problemas gerados a partir da problemática. Dessa forma, se concretizará a “Utopia” de Morus na sociedade.