Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 30/08/2022

No documentário produzido pela Netflix “O dilema das redes sociais”, é possível observar a maneira como as mídias sociais possuem influência sobre as pessoas em âmbito mundial, alienando-as e impondo padrões que são impossíveis de serem seguidos. Dessa forma, retratando o cotidiano de boa parte dos brasileiros, visto que as redes têm agravado o efeito bolha na sociedade ordinária. Isso ocorre em virtude da negligência estatal e do sistema capitalista.

Primordialmente, é preciso destacar a ausência de medidas públicas para proteger a nação, a qual mantém-se refém do mundo das redes sociais e do efeito bolha que as acompanham. Em decorrência disso, as ideias de J. Locke a respeito do “contrato social” são violadas, uma vez que o Estado não cumpre com os seus deveres de assistir a sociedade de acordo com a constituição mais atual, em especial acerca do direito à informação e a verdade. Na medida em que o mundo cibernético atua no desenvolvimento de opinião dissipando informações, que muitas vezes não podem ser comprovadas. Assim, infringindo os direitos antevistos no controle nacional e infelizmente assolando o cotidiano da sociedade.

Além disso, o individualismo e a falta de empatia rotineira, agravante do efeito bolha, é consequência dos ideais capitalistas. Dessa forma, o conceito “modernidade líquida" de Z. Bauman pode ser evidenciado. Tendo em vista que, através das mídias sociais se tornou cada vez mais fácil fechar os olhos e consumir somente os conteúdos programáticos por meio do algoritmo e da inteligência artificial, fatores tecnológicos estabelecido pelo logistica capitalista e a necessidade de lucros efetivos por meio do consumo excessivo de informações, colocando assim, a sociedade em um ciclo vicioso de consumo de informações e reclusão do mundo real, logo tornando os usuários mais individualistas e reféns da problemática abordada.