Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 27/08/2022
Durante a segunda metade do século XX, teve início a Revolução Técnico-Científico-Informacional, responsável por capacitar inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações, por exemplo. Portanto, esse movimento repre-sentou um grande passo para a sociedade. Todavia, tal processo promoveu tamanho acesso à disponibilidade ampla de informações na internet que, agrega-da à limitação induzida de usuários, por fim, torna-se prejudicial. Nesse viés, encontra-se hoje a problemática de efeito bolha agravado pelas redes sociais.
Primeiramente, é notável que a internet está apta para promover aos seus utentes diversas ferramentas facilitadoras. Em contrapartida, a realidade palpável não desperta tanto interesse quantos os propiciados na esfera digital. Assim, com a aplicação de algoritmos, que atuam como uma espécie de filtro ao personalizar o conteúdo exposto para o perfil previamente mapeado do usuário, a tendência é que este entre em uma bolha e seja restrito de informações mais diversas, permanecendo no mundo digital. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente, afirma o filósofo J. Krishnamurti, refletindo a importância de prezar pela busca ativa ao invés de se acomodar ao que é recebido.
Ademais, esse cenário fomenta uma dormência induzida do indivíduo. O psicó-logo espanhol Marc Masip diz que o celular é a heroína do século 21, e esse vício em checar notificações e redes sociais propiciam diversas disfunções no organis-mo. Estudos da Universidade de Heidelberg a respeito mostraram que efeitos da utilização constante são idênticos ao uso contínuo de cocaína. Assim, os usuários estão cada vez mais adentrados a um estado de sonambulismo digital que degrada não só a saúde individual, mas a sociedade futura que se forma agora.
Posto isso, infere-se a importância de atentar-se aos riscos das redes sociais. Desse modo, o Ministério da Saúde poderia, por meio de um programa, investir na promoção ações periódicas com sessões voltadas ao lazer e atividades em grupo, como exercícios e oficinas, de modo que o contato humano e com a realidade fossem tratados como uma necessidade de saúde. Assim, observar-se-ia uma sociedade muito mais saudável, digna e propensa a estourar a bolha tão presente na conjuntura hodierna.