Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 27/08/2022
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que não existem problemas nem conflitos. Infelizmente, a atualidade é o oposto do que é expresso pelo autor, uma vez que divergências regem a contemporaneidade. Dessa forma, faz-se necessário analisar a disseminação do discurso de ódio pela falta de discussão a respeito do efeito bolha, a fim de solucionar a problemática.
Diante do que foi apresentado, é nítido que o efeito bolha repercute a propagação do discurso de ódio. Tal questão ocorre, porque, de acordo com o filósofo Schopenhauer o limite do campo de visão de um indivíduo determina o mundo que o cerca. Em outras palavras, nota-se que as redes sociais são os principais meios de adquirir informações da atualidade, porém os algoritmos trazem somente notícias que corroboram os pensamentos individuais, com isso as pessoas ficam presas em opiniões iguais a sua, entendendo-as como a única correta, e assim começa a transmissão de discursos intolerantes. Dessa maneira, é necessária uma correção das redes, visto que segundo a constituição de 1998 é definido o direito à informação.
Além disso, é importante apontar que a falta de argumentação também potencializa o efeito bolha e assim a intolerância. Tal afirmativa se alicerça a filosofa Djamila Ribeiro, a qual afirma que para pensar soluções para uma realidade, é preciso tirá-la da invisibilidade. Nesse sentido, a ausência de debates colabora para a falta de conhecimento da população a respeito desse quadro, visto que não entendem que a restrição à somente uma parcela do conteúdo total leva à alienação, o que gera, como dito anteriormente, disseminação de discursos de ódio. Assim, é importante que a população entenda a problemática, para que haja resolução.
Portanto, o efeito bolha é um problema hodierno e urge resolução. Com isso, cabe ao Governo Federal-como instância máxima da administração executiva- por meio de políticas públicas promover maior acesso à diferentes temas nas redes, a fim de que não fiquem presos em uma bolha de mesmas ideias e opiniões. Em paralelo, as mídias sociais, que tem a capacidade de potencializar o público alcançado, tem o dever de por meio de posts concientizar a população