Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/08/2022

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando seu percurso, o efeito bolha é um problema que persiste na sociedade brasileira há muito tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, as redes sociais acabam por contribuir com a situação atual. Assim, cabe analisar as causas e consequências desse imbróglio no Brasil.

Em primeiro lugar, segundo a filósofa Hannah Arendt, quando um assunto é pouco debatido tende a tornar-se banal. Desse modo, a falta de discussão- principalmente por parte das escolas, já que são formadoras de opiniões- acerca do algoritimo utilizado pelas redes sociais, o qual potencializa o efeito bolha- acaba por fazer com que os jovens- principais utilizadores das redes- não enxerguem o controle que essas mídias exercem sobre suas vidas, o que contribui para que esse problema perpetue na sociedade e que as suas consequências, como a intolerância, aumentem cada vez mais no país. Nesse sentido, as instituições de ensino são, sobretudo, uma das culpadas pela permanência do problema no Brasil.

Em segundo lugar, a Constituição Federal, promulgada em 1988, tem como princípio básico o direito ao acesso à informação. Desse modo, o algoritimo utilizado pelas redes sociais acaba por ferir esse princípio, tendo em vista que ele restringe as informações que chegam aos usuários. Sob essa ótica, fica nítido que o poder público é dissonante dos preceitos constituídos na Carta Magna brasileira, o que representa uma das causas da persistência do problema no país.

Portanto, diante das questões pontuadas, é preciso que as escolas insiram discussões acerca do funcionamento do algoritimo utilizado pelas redes sociais e como ele exerce controle sobre os usuários, isso pode ser feito através de aulas de sociologia, por exemplo, afim de instruir os jovens a se protegerem do efeito bolha e das suas consequências. Ademais, urge que o poder legislativo brasileiro crie um projeto de lei que proiba as redes sociais de utilizarem algoritimo, para que o direito à informação não seja restrito no Brasil. Feito isso, as escolas e o governo funcionarão conforme a força descrita por Newton e combaterão o efeito bolha.