Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 05/09/2022
O Artigo 5° da Constituição Federal de 1988, prevê em diversos dos seus incisos o dereito a integração social e ao diálogo aberto. Todavia, não é isso que ocorre na realidade, uma vez que no ambiente virtual reina a exisência de nichos restritos, no qual não existem a troca de ideias entre grupos que possuam divergências entre valores e ideologias. Desse modo, cabe debater como a polarização de ideias e o compartilhamento de notícias falsas agravam o problema do efeito bolha.
De início, deve-se destacar que a existência de um apego ideológico irracional a certas ideias podem comprometer diálogo intergrupal. De acordo com Emile Durkheim, o fato social é a situação no qual os indivíduos de uma comunidade impõe seus dogmas e fazem os demais membros seguirem esses mesmos preceitos sem poderem questionar ou mudar as normas sociais já existentes. Ademais, em ambientes como as redes sociais, esse quadro é agravado ao ponto em que a troca de opiniões se tornam fábulas e qualquer tentativa de negociação é vista como deserção aos ideias do grupo. Dessarte, essa visão tem como única consequência o crescimento da intolerância e do isolamento.
Outrossim, vale ressaltar que informações tendênciosas aumentam o grau de desconfiança das pessoas frente a qualquer notícia que vá de encontro aos ideias do informado. Segundo uma pesquisa feita pelo site G1, três a cada quatro pessoas tendem a dessacreditar mais de uma estatistica caso ela não mostre exatamente o que o interressado queria ver. Assim, essa mazela favorece que pessoas discordantes se valham de “fake news” tanto para creditar suas teses como para diminuir o grau de credibilidade dos dados aferidos por seus opositores.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério das Comunicações, em parceria com as princípais redes sociais, deve investir na criação de propagandas que propiciem a luta contra o isamento favorecido pelo efeito bolha nas meios de integração social. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a realização de campanhas que promovam a conscientização sobre a importância do diálogo aberto e capaz de gerar encontro amistoso de ideias. Somente assim a Constituição Cidadã será respeitada e os internautas poderão socializar de maneira mais rica