Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 10/09/2022

O direito á informação é garantido pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, um obstáculo, as redes sociais, acaba dificultando o cumprimento desse direito através do agravamento do efeito bolha, causado por algoritmos de plataformas digitais e pela ausência de interesse do individuo em procurar por fontes de veracidade da informação que chegou até ele.

O fator de destaque do efeito bolha são os algoritmos que existem nos sistemas de redes sociais como o Fcebook e o Instagram. Nesses sites, as recomendações de conteúdos são realizadas de acordo com o interesse do próprio usuário, deixando de exibir materiais de diversos temas e focando apenas em um. Dessa maneira, esses algoritmos depois de determinado tempo, começam a coletar somente materiais que tratam de um determinado ponto de vista, tornando o acesso a conteúdos e opiniões diversificadas mais difíceis, Assim, pode-se concluir que o efeito bolha é causado pelos algoritmos dos meios digitais.

Em paralelo a isso, esta a dependência dos indivíduos nas redes sociais como fonte de informação e a ausência de procura por outros veículos de noticias, como jornais, blogs, telejornais, livros e entre outros. A praticidade que as redes sociais oferecem em relação a disseminação de informação acaba sendo mais atrativa que outras fontes confiáveis. Desse modo, a junção desses dois fatores contribui para o surgimento e a intensificação do efeito bolha.

Em suma, conclui-se que o efeito bolha é um problema de grau grave que vem ocorrendo na sociedade contemporânea devido ao advento das redes sociais. Dessa maneira, torna-se necessária uma ação para que o efeito bolha deixe de afetar os diversos usuários das redes sociais, visando a melhor disseminação de informações verdadeiras e diversificadas; Campanhas de conscientização devem ser realizadas pelo Ministério da Educação e Cultura, de modo que abordem os riscos que as bolhas virtuais podem trazer ao individuo, e como buscar por veracidade de informações em veículos de noticias corretos, essas campanhas podem ser realizadas por meio da divulgação em telejornais e até mesmo em centros educacionais. Assim, evita-se a desinformação da sociedade perante as “armadilhas” das bolhas virtuais.