Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 05/09/2022
É sabido que todo cidadão tem o direito à informação a partir da Constituição de 1988, logo, isso se aplica também ao âmbito das redes sociais. Entretanto, não é o que ocorre normalmente nesse meio, pois os algoritmos de diversas redes vêm controlando o acesso a informação diversificada pelas pessoas todos os dias, priorizando conteúdos que se assemelham aos gostos do usuário e ocultando os com opiniões diversas. Nesse sentido, as redes sociais agravam o efeito bolha, instigando o aumento da polarização, intolerância, incapacidade de produção de debates saudáveis e radicalismos.
Primeiramente, os algoritmos das redes sociais, ao analisarem as interações do usuário, conseguem discernir quais tópicos são mais interessantes para ele e quais não são de seu agrado, afastando esses últimos da visão do indivíduo. Isso contribui para que a pessoa entre em uma espécie de bolha, onde interage apenas com outras pessoas com opiniões iguais ou semelhantes e não sofre nenhum questionamento ou amostra de visão contrária. Desse modo, esse usuário pode se sentir apoiado por esse ambiente mais homogêneo e passar a impôr suas ideias como absolutas, gerando radicalismos e intolerâncias.
Além disso, esse ambiente pode ser perigoso para o aumento da desinformação, já que, como as redes sociais utilizadas por um usuário podem mostrar tudo o que ele deseja ver, a pessoa pouco se preocupará em procurar outras fontes de informação para verificar a veracidade dos fatos, já que passa a confiar nesse ambiente que acolhe de forma tão plena seus pontos de vista.
Portanto, é necessária uma maior consciência em como utilizar as redes sociais de forma saúdável - por exemplo, aprendendo a diminuir o controle constante dos algoritmos sobre seus posts-, a partir da disseminação de programas de conscientização e ensino de como se portar nas redes de forma que os direitos de todos sejam respeitados, produzidos pelo Governo Federal, com o objetivo de melhorar o ambiente virtual e impedir que muitos movimentos radicais e intolerantes surjam de bolhas formadas por usuários de pensamento homogêneo.