Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 09/09/2022

No século XX, a Terceira Revolução Industrial teve início, impactando efetivamente todo o cotidiano humano. À vista disso, uma gama de inovações tecnológicas passou a ser fator decisivo nas relações interpessoais, tendo as diferentes ideológias como motor para a formação de grupos virtuais. Em meio a tal realidade, o efeito bolha ganhou uma dinâmica arcaica, voltando ao estranhamento perante o distinto. Dessa maneira, a interiorização de uma falsa hierarquia e a banalização da integração de ideias diversas são agravantes da problemática, essa que necessita de intervenção urgente.

Em primeiro plano, a história humana é marcada pela segregação entre opostos. Sabendo que, desde a antiguidade clássica, atos, como a escravidão, marcavam o contexto social de exclusão e superioridade. Já na realidade brasileira, os coloniza-dores chegaram á nova terra tendo a visão de salvadores de um povo, em suas crenças, inferior ao europeu. Sendo assim, a marca da separação entre diferentes é verdade histórica, tendo desenvolvido, de acordo com a realidade contemporânea, alterações que reafirmem a classe dominante.

Como segunda parcela, a internet foi pilar para a rápida dispersão de interpreta-ções da esfera social, causando a dispensabilidade de ideais distintos. Em confor-midade com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a atualidade é constituída a partir da velocidade, isso é, a liquidez dos tempos transformou as relações em coisas substituíveis. Em consequência, a discrepância tende à irritabilidade, como consecutivo, o cansaço, por fim, a desistência. Tendo essa visão, persistir no disse-melhante, em meio a vastidão das redes sociais, torna-se algo desagradável, crian-do máquinas repetitivas e sem empatia em face ao outro.

Em síntese, o efeito bolha é uma mazela que afeta parte significante da popula-ção. Assim sendo, o ministério da educação, por meio de projetos interdisciplina-res, deve formar jovens com conhecimento histórico, objetivando formar uma ge-ração mais consciente dos problemas da segregação. Além disso, esse mesmo Ór-gão Público, precisa criar campanhas midiáticas sobre a importância da variedade de crenças na formação da opinião individual, com a finalidade de construir uma população mais empática. Em conclusão, o progresso é derivado da união popular.