Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 20/09/2022

Na canção “televisão” da banda Titãs, retrata uma visão crítica sobre a influência dos meios de comunicação na vida dos cidadãos e sobre como a televisão pode “emburrecer” as pessoas. Em paralelo com a música, a temática está intimamente ligada ao efeito bolha, que é causado pelos algoritmos das plataformas das redes sociais e pela falta de busca de outras fontes de informação.

Nessa perspectiva, é necessário pontuar que o principal fator causador do efeito bolha são os algoritmos nos sistemas de redes sociais como o Facebook. A esse respeito, o filósofo Adorno e Horkheimer instituiu o conceito de “indústria cultural”, na qual monopoliza, submete e aliena a pessoa. Sob esse viés, os algoritmos nesses aplicativos acabam filtrando os conteúdos mostrados de acordo com os interesses que esse demonstra ter. Assim, com o tempo, os usuários só terão acesso a materiais que tratam de um determinado assunto ou ponto de vista, tornando mais difícil a entrada de informações mais diversificadas.

Ademais, está a total dependência das redes sociais como fonte informacional e a falta de busca por outras fontes de informação. Nesse contexto, o filósofo Mário Sérgio Cortella define como “terceirização da educação”, ou seja, a mídia como corpo docente. A facilidade e a rapidez com que se tem acesso a informações por meio das redes sociais tornam essas mais atrativas que outras fontes mais confiáveis. Além disso, essa preferência também é causada pelos algoritmos das plataformas que exibirão aos usuários apenas conteúdos pelos quais se interessa.

Portanto, o combate ao efeito bolha precisa ser uma realidade palpável. Para isso, convém ao governo, junto ao Ministério da Educação, incentivar e demonstrar o uso de outros meios para informação, como buscas em base de dados de artigos científicos, jornais e blogs noticiários por meio de palestras nas escolas e redes de televisão, para que seja construída desde a infância, a cultura por busca de conhecimento.