Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 27/09/2022

Em Power Rangers, o vilão utiliza das redes sociais para afetar o máximo possível de pessoas com seu poder de paralisia. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente visto que, analisando as bolhas cibernéticas, aqueles que desfrutarem de um determinado conteúdo tendem espalha-lo através do seu ciclo de amizade, dando força para um conteúdo se tornar viral. Isso se torna um problema devido à difamação de conteúdos não bem vistos por não possuírem uma análise ética ou moral mas sim, opinião de uma “maioria”, trazendo também problemas como ansiedade e depressão.

Em primeiro plano cabe ressaltar que as bolhas sociais se agravam na Internet de forma que os usuários podem conviver com pessoas que compartilham de um mesmo pensamento evitando contato com opiniões distintas. Sob essa lógica os conteúdos opressores são espalhados como consequência. Anteriormente as redes sociais, a distância interferia por trazer dificuldades para os encontros de opiniões porém, com o auxílio das redes sociais a facilidade para esses encontros trazem um problema maior consigo. Como citado por Albert Einstein “É mais fácil desintegrar um átomo do que romper um preconceito”.

Ademais, é importante salientar que os conteúdos valorizados pelos usuários acabam trazendo mais consequências, como a ansiedade e depressão. De acordo com um levantamento feito pelo (ICD) Indicador de Confiança Digital, cerca de 41% dos jovens brasileiros relatam que as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade e depressão. Essa consequência tende ao fato de que os conteúdos visualizados tendem a não ser agradáveis, muitas vezes sendo eles: racistas, xenofobicos, homofóbicos, machistas e até mesmo por conta de padrões de beleza impostos pela sociedade. Assim sendo, são de importância medidas que interfiram no problema do comportamento social na Internet.

Infere-se por tanto, que medidas são necessárias para resolver o agravamento ocasionado pelo efeito bolha nas redes sociais, as plataformas devem promover ações contra infratores da ética e moral, e repassar discursos educativos em suas plataformas, com a finalidade de diminuir casos de opressão e em busca de uma sociedade melhor. Somente assim esses conteúdos danosos poderão se desvirtuar.