Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 05/10/2022

Mário Quintana já dizia: “eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm uma ideia fixa”. Isso nos remete à ideia de bolha social, a qual é cada vez mais agravada pelas redes sociais. Esse fenômeno faz com que as pessoas que estão inseridas nela só tenham acesso a opiniões semelhantes às dela, criando, assim, uma falsa ideia de que tudo o que o ela tem acesso é a verdade absoluta. Essa seleção e o controle que o algoritmo tem sobre os dados e propagandas do indivíduo agravam esse quadro, criando uma sociedade de pessoas intolerantes e consumistas.

É muito fácil se alienar nas redes sociais: é só apertar no botão “deixar de seguir” que tudo relacionado àquela pessoa ou àquele tema vão sumir da vista do usuário. Com o passar do tempo, isso cria uma “nova cara” para a rede social daquela pessoa, onde só o que é do gosto dela vai aparecer para ela, seja de pessoas a opiniões políticas. Isso cria uma falsa ilusão de que o conteúdo consumido por ela é comum a todos, “isso é óbvio, qualquer pessoa pode ver”. E isso acaba criando uma grande polarização de opiniões, fazendo com que grande parte das pessoas seja intolerante em relação ao que o outro tem a dizer.

Além desse fato, o algoritmo das redes sociais (que é um conjunto de dados e regras estabelecidos por cada rede social para determinar quais conteúdos serão expostos para os usuários) é responsável por enviar propagandas e temas pré-selecionados para o consumo de determinado indivíduo, resultando em um consumo massivo de produtos que nem sempre terão utilidade para o usuário. Um exemplo claro disso é a moda: está em constante mudança. E nas redes sociais, roupas da moda atual sempre estarão aparecendo, fazendo com que o indivíduo se sinta obrigado a entrar na onda, para não ser julgado como ultrapassado.

Dessa forma, a bolha social (problema agravado pelas redes sociais),

deve ser minimizada com algumas medidas: o usuário digital deve procurar ler notícias da atualidade em fontes confiáveis, e o Governo Federal deve patrocinar campanhas de conscientização nas emissoras de televisão para alertar a população sobre o consumo acelerado de produtos em geral.