Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 08/10/2022
Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, disse que a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, ao observar as redes sociais agravando o efeito bolha presente na sociedade brasileira, verifica-se que essa movimentação se direciona a um caminho nocivo. Dessarte, esse cenário limita a liberdade e favorece a alienação.
Sob uma primeira análise, é importante salientar a restrição da liberdade. De acordo com Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre. Por esse ângulo, as redes sociais confrontam com o pensamento de Sartre, uma vez que as informações que aparecem são controladas por um algoritmo velado. Dessa forma, o mundo virtual se torna mais próximo da sociedade hodierna, na qual a democracia se encontra sucateada e apenas os privilegiados tem acesso à liberdade plena. Assim, faz-se fulcral a dissolução dessa conjuntura.
Outrossim, deve-se ressaltar que o revés facilita a alienação. Em vista disso, conforme a compositora Libby Larsen, o grande mito da nossa época é que a tecnologia é comunicação. Seguindo esse pensamento, quando uma rede social promove certas noticias, que são coerentes com o pensamento do usuário, em detrimento de outras, uma bolha é formada e o pensamento crítico é perdido. Logo, medidas governamentais são imprescindíveis a fim de impedir a continuação desse cenário.
Há, portanto, a necessidade de findar esse empecilho que reprime e aliena. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações - órgão responsável pela coordenação das atividades da tecnologia - deve, por meio da aplicação de multas às organizações transgressoras, impedir que redes sociais perpetuem esse comportamento de criar bolhas, a fim de impedir a alienação do usuário. Feito isso, a sociedade brasileira se aproximará da liberdade prevista por Sartre.